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quinta-feira, 24 de março de 2011

Atristeza dos Orixás...


A tristeza dos Orixás
Foi não há muito tempo atrás que essa história aconteceu.
 Contada aqui de uma forma romanceada, 
mas que traz em sua essência,
 uma verdadeira mensagem para os umbandistas.
Ela começa em uma noite escura e assustadora,
 daquelas de arrepiar os pelos do corpo.
 Realmente o Sol tinha escondido - se nesse dia, 
e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com
 seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata,
 a morada dos Orixás. Nessa estranha noite, Ogum,
 o Orixá das "guerras", saiu do alto ponto onde guarda
 todos os caminhos e dirigiu - se ao mar. 
Lá chegando, as sereias começaram a cantar
 e os seres aquáticos agitaram - se. 
Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso.
 Iemanjá que tem nele um filho querido,
 logo abriu um sorriso, aqueles de mãe "coruja" 
quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa,
 mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:
— Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! 
Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo?
 — ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.
— Desculpe, sabe, ando meio ocupado 
— Respondeu um triste Ogum. 
—Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste. 
— É, vim até aqui para "desabafar" com você "mãezinha".
 Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que
 os encarnados fazem em meu nome.
 Estou cansado com o que eles fazem com
 a " espada da Lei" que julgam carregar. 
Estou cansado de tanta demanda.
 Estou muito mais cansado das "supostas" demandas,
 que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles...
Estou cansado...
Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete,
 um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. 
Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos.
 Chorava por ser tão mal compreendido
 pelos filhos de Umbanda. 
Chorava por ninguém entender,
 que se ele era daquele jeito,
 protetor e austero,
 era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. 
E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro,
 esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, 
por cada pessoa da humanidade,
 não apenas pelos filhos de fé. 
Não! Ogum amava a humanidade, 
amava a Vida. Mas infelizmente suas atribuições 
não eram realmente entendidas.
 As pessoas não viam em sua espada,
 a força que corta as trevas do ego, 
e logo a transformavam em um instrumento de guerra.
 Não vinham nele a potência e a força de vencer os abismos
 profundos, que criam verdadeiros vales de trevas
 na alma de todos. Não vinham em sua lança, 
a direção que aponta para o autoconhecimento, 
para iluminação interna e eterna.
 Não! Infelizmente ele era entendido como o "Orixá da Guerra", 
um homem impiedoso que utiliza - se 
de sua espada para resolver qualquer situação.
E logo, inspirados por isso,lá iam os filhos de fé esquecer
 dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, 
a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, 
esqueciam do amor e da compaixão,
 sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual,
 para apenas realizaram "quebras e cortes" de demandas, 
muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, 
muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito 
de cada um. E mais, normalmente, 
tudo isso torna - se uma guerra de vaidade,
 um show "pirotécnico" de forças ocultas. 
Muita "espada", muito "tridente", 
muitas "armas", pouco coração, 
pensamento elevado e crescimento espiritual. 
Isso magoava Ogum. Como magoava:
— Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem
 que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade?
 A minha espada sempre protege o justo, o correto, 
aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração
 em Olorum. Por que esquecem que a Espada da Lei
 só pode ser manuseada pela mão direita do amor,
 insistindo em empunhá-la com a mão esquerda da soberba,
 do poder transitório, da ira, da ilusão,
 transformando-a em apenas mais uma espada semeadora 
de tormentos e destruição.
Então, Ogum começou a retirar sua armadura, 
que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual 
que esse Orixá traz para nossa vida.
 E totalmente nu ficou frente à Iemanjá.
 Cravou sua espada no solo. 
Não queria mais lutar, não daquele jeito. 
Estava cansado... Logo um estrondo foi ouvido e o querido,
 mas também temido Tatá Omulu apareceu.
 E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. 
Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade
 da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele,
 o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela.
 Magoava - se por sua falange da morte, 
que é o princípio que a tudo destrói, 
para que então a mudança e a 
renovação aconteçam, ser tão temida e
 mal compreendida pelos homens. 
Ele também deixou sua alfange aos pés de Iemanjá, 
e retirou seu manto escuro como a noite.
Logo via - se o mais lindo dos Orixás,
 aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos
 com a imensa luz de amor e paz que irradia - se
 de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, 
aquela que recolhe todas as almas que perderam - se
 na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem disso...
Mas o mais incrível estava por acontecer.
 Uma tempestade começou a desabar aumentando
 ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite.
 E todos os outros Orixás começaram a aparecer, 
para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas,
 além de deixarem ao pé de Iemanjá suas armas 
e ferramentas simbólicas. Faziam isso em respeito 
a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos
 pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios. 
Iansã queria que as pessoas entendessem que
 seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, 
que espalha as sementes de luz do seu amor. 
Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, 
com flechas douradas de conhecimento, 
rasga as trevas da ignorância. 
Egunitá apagou seu fogo encantador, afinal,
 ninguém lembrava da chama que intensifica a fé
 e a espiritualidade. Apenas daquele que devora e destrói.
Os vícios dos outros, é claro. Um a um, 
todos foram despindo - se e pensando 
quanto os filhos de Umbanda compreendiam
 erroneamente os Orixás. Iemanjá, 
totalmente surpresa e sem reação,
 não sabia o que fazer. Foi quando
 uma irônica gargalhada cortou o ambiente. 
Era Exu. O controvertido Orixá das encruzilhadas,
 o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião,
 acompanhado de Pombagira, 
sua companheira eterna de jornada. 
Mas os dois estavam muito diferentes de 
como normalmente apresentam -se.
 Andavam curvados, como que segurando 
um grande peso nas costas. Tinham na face,
 a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, 
gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor!
E os dois também repetiram aquilo que todos
 os Orixás foram fazer na casa de Iemanjá.
 Despiram - se de tudo. Exu e Pombagira,
 sem dúvida, eram os que mais razões 
tinham de ali estarem. Inúmeros eram 
os absurdos cometidos por encarnados 
em nome deles. Sem contar o preconceito, 
que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade,
 associando - o a figura do Diabo:
_ Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável!
— Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir.
 Essa era a natureza desse querido Orixá.
 Iemanjá estava desesperada! Estavam todos lá,
 pedindo a ela um conforto.
 Mas nem mesmo a encantadora
 Rainha do Mar sabia o que fazer:
Espere! — pensou Iemanjá! — 
Oxalá,Oxalá não está aqui! Ele com certeza
 saberá como resolver essa situação.
E logo Iemanjá colocou - se em oração, 
pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás.
 Oxalá apresentou - se na frente de todos. Trazia seu opaxorô,
 o cajado que sustenta o mundo. Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu - se de sua roupa sagrada, pra igualar - se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:
— Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de "apenas" prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras "bases de luz" na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e buscam – nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir...
Quando Oxalá calou - se os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros juntariam - se nesse ideal. E aquilo alegrou - os tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram - se em amor e compaixão pela humanidade.
Em Aruanda, os caboclos, pretos - velhos e crianças, o mesmo fizeram. Largaram tudo, também despiram - se e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás. Na Terra, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem-aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam - se. O alto os abençoava...
Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pombagiras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz. Miríades de espíritos foram retirados do baixo - astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador.
E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta. Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente. Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou - se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.
Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como "armas" para vocês acertarem suas contas terrenas. Muito menos esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem - se disso. E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem - se das palavras de Oxalá ditas linhas acima. Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não tem olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade. Lembrem - se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança. A todos, que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado. Honrem - los. Sejam luz, assim como Eles! Exe ê o babá.
Autoria Espiritual: Vovó Maria Conga
Local: Algum terreiro do Bahia
Enviado por Jair do Caboclo Zando



terça-feira, 22 de março de 2011

Preces aos Desabrigados e as vítimas das Ultimas Tragédias

"Senhor,criador  de todas as coisas destes mundos materiais e Espirituais,recorremos a tí senhor,nesta hora derradeira,poderíamos  nos queixar ou questionar sua presença divina  em tudo,poderiamos reclamar pelas perdas materiais,mas queremos recorrer a ti ao teu conforto divino,queremos implorar a tua misericórdia,malemê oxalá ,malemê a todos os Orixás...
Que os guias e protetores e todos os "auxiliares divinos",possam adentrar os corações de todos os que estão neste momento sofrendo as tragédias possam soprar o sentimento sublime da esperança e tocar os corações da humanidade para elevar os mais altos sentimentos de amor ao próximo,com ajuda material e conforto espiritual e sentimental.
Aos Elementares e Elementais desta Terra,pedimos misericórdia a esta humanidade ainda doente ,infectada pelo Germe do Capitalismo selvagem,contaminada pelo consumismo exagerado,Sabedoria  senhor e aos líderes das Nações possam os "anjos" cercarem -nos para tomarem as atitudes acertadas...
Novas Guerras Levantam-se senhor em justificativas Vãs,mas com fundos Dominadores das Riquezas minerais e o Petróleo mais uma vez é o pivô,das lutas e vidas que serão ceifadas das mortes de milhares ainda sequer contabilizadas,Ó senhor de vários nomes:
Oxala,Jesus,Moisés,Abraão,Cristimas,Budha,Brahmanê,Osíris,Zeus,Apolo,Isis,Alá  supremo senhor dos Arabes,que as correntes celestes possam em uma só Vibração consolar,ajudar e nos desarmar para um mundo mais próspero,menos desigual e cheio de paz...

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Mundo passa por transformações...

Queridos Leitores,de várias crenças mas todos nós irmão junto há um criador Divino,temos todos que recorrer neste momento a preces as orações a mentalizações positivas,de esperança,amor,caridade e muita solidariedade,com todas as vítimas dos ecatondes regionais estaduais nacionais e mundiais,pois a aldeia grande somos todos nós...



Na verdade o mundo está passando por profundas transformações e lutas imenssas vibratórias,Negativas contra as posirivas,verdadeiros choques e curtos magnéticos...
Isto se dá pelas misérias humanas,pelos crimes contra a humanidade e contra as pessoas,contra a natureza,escolas do abismo de trevas negativas querem a todo o momento terminar com este mundo desde que este mundo é mundo assim o foi...
Mas ultimamente por diverssas "ondas" gigantescas negativas e alimentadas por ondas psiquicas mentais  de ordem pesadas e muito materialista ,tem varrido partes da terra,tem sobre pujado contra a humanidade,será o fim,não é um recomeço pois na verdade estamos em "faxina" vibratória,que observada por leigos parece ser o fim ,mas  é para arrumar a casa,é preciso ainda 'revirar",


bagunçar" criar o estado do "caos',para então Reorganizar este mundo materializado,o que vai sobrar,o que vai existir dependerá dos esforços individuais e coletivos,da capacidade de nos mantermos como disse o grande mestre,estado de Vigilia,Orar e Vigiar sempre ainda é o grande conselho,por favor é hora principalmente de sermos solidários,quem não puder ajudar,não atrapalhe,pedimos a Deus e a todas as crenças e todas as Religiões uma grande cruzada da fé no amor,na justiça na confiança na vitória do bem sempre...assim seja...

domingo, 6 de março de 2011

VIDEO PARA BLOG DA UMBANDA

Aniversário da Tenda de Umbanda Estrela do Oriente

Há 16 anos foi fundada nesta terra da Velha Capital uma  entre muitas Searas de Umbanda,com a finalidade de servir dentre os Princípios da Lei da Sagrada Umbanda,Amor ,Caridade,Fé,Esperança e muita Doutrina...
Por isso este video Retrata um pouco da nossa História...
Mas a nossa Pré História não esta em Videos mas nas Lembranças Vividas ,na Iniciação da Umbanda,No Batismo,na Confirmação,na Filiação Esotérica,no Coroamento de Cacique,no Coroamento de Mestrado,e nos calos e no fichário de mais de tres mil atendidos...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Yemanjá o Eterno Feminino...A verdade Doa a quem Doer(D Q D)...

Há milhares de anos que a humanidade,Reverência,os Reinos da Natureza e suas forças,
Os mais cultos,viram  em todo o Oculto a Existência de um Deus(criador) e que junto com ele
Haviam auxiliares(Orixás,anjos,deuses menores,entidades auxiliares),assim também entenderam
que os auxiliares eram auxiliados por outros menores...
Toda esta formação Iniciou a Teologia,através dos tempos por buscas "diferentes",
interesses diversos,Espirituais,Filosóficos-Cientificos,Racionais-Comerciais,Religiosos...
O mito firmou e prosperou além das Razões e do alcance do conhecimento,muitas histórias,
Lendas e até contos e anedotas,substituiram a Razão a lógica e a fé verdadeira,pois o Dominio de um povo
sempre se deu pela emoção e nunca pela Razão...
Dentro do Conhecimento da Umbanda  Temos diverssos graus de Entendimento,como em qualquer
outra Religião.
Sendo de caráter público(exotérico com x) aquilo que os leigos podem ter acesso e de carater esotérico com s(interno) aquilo que somente os iniciádos tem acesso,mas com o passar dos anos uma inversão de valores e uma invasão comercial invertiram muitas coisas,tanto que o culto aos ancestrais-religioso era de caráter  interno,não público e após celebrava-se em outro horário e outra data o Público.
O que se v~e hoje nas praias é uma retomada do caminho,faz -se o interno as oferendas e as sacramentações de madrugada e de dia claro atende-se o público,este é o correto...
Sobre as Oferendas temos que dizer o seguinta nada que tenha sido industrializado,fabricado tem valor
magistico e de axé,somente aquilo que for manipulado com as mãos ...
Flores ,frutas,e amalás,atã e tudo sem exagero,é melhor dar as pessoas comerem em nome de Yemanjá do que exagerar e sujar as praias...

Yemanjá a nossa grande mãe...


Fé leva multidão

 à festa de Iemanjá

 em Rio Grande e no Estado RS...

No Litoral Norte, umbandistas

 de Tramandaí e Cidreira

 também festejaram.

 Na Capital, festa é para Nossa Senhora dos Navegantes

Movidos pela fé e com diversos tipos de oferendas a tira colo, centenas de umbandistas percorreram quase um quilômetro pela Avenida Rio Grande, até o monumento de Iemanjá, no balneário Cassino, no Litoral Sul. Cantando e tocando instrumentos musicais, crianças, jovens, adultos e idosos, homenagearam divindade na noite dessa terça-feira.


A Festa de Iemanjá, que está na 36ª edição, reúne fiéis de todas as partes do Estado.


— O que a gente espera é que Iemanjá nos ilumine, dando benção para todas as nossas vidas — resume Pai Nilo de Xangô, presidente da União Rio-grandina de Umbanda, Mãe e Iemanjá (Urumi).


A tradição que vem de pai para filho trouxe Elenita da Costa, 46 anos, pela 31ª vez ao balneário. Filha de umbandistas, ela é praticante da religião desde criança, e esteve acompanhada de outros 40 religiosos da cidade de Frederico Westphalen, no norte do Estado, em uma viagem que durou aproximadamente 12 horas.


— Iemanjá é tudo pra nós, então a nossa felicidade é estar perto dela. E Rio Grande é especial, a gente não vai para outro lugar a não ser aqui — conta Elenita.


Principal via do balneário, a Avenida Rio Grande virou um grande balcão de vendedores ambulantes. Imagens e flores lideravam as ofertas. De Passo Fundo, no norte do Estado, vieram Patrick Gomes, 18 anos, e Fernando Morais Maciel, 31 anos. Na caçamba do caminhão, 25 tipos diferentes de imagens. A preferência, logicamente, era pela de Iemanjá. Só do exemplar de 70 centímetros, vieram mais de 300 imagens.


— Vendemos tanto que até perdemos as contas. Os negócios vão muito bem — disse Patrick, animado.




Litoral Norte também teve comemorações na noite de ontem
Em Tramandaí, no Litoral Norte, a funcionária pública Marciele Rohr, 39 anos, de Porto Alegre, comemorou a festa de Iemanjá com o marido César Salomão de Oliveira, 46 anos, e o filho Otávio, dois anos. Os três ficaram na fila para receber a energização do pai de santo que atendia aos fiéis.
— Como faço aniversário no dia de Iemanjá procuro estar sempre perto do mar para receber o passe — contou Marciele.
Por volta das 22h, a primeira procissão se juntou aos festejos. Dezenas de pessoas chegavam ao local. O ponto alto da comemoração ocorre à meia-noite, quando as oferendas são jogadas ao mar.
Em Cidreira, milhares de pessoas tomaram conta da orla para acompanhar os festejos de Iemanjá. As imagens chegaram por volta das 23h. Uma delas veio do sul do Estado e a outra, de Salinas, de onde foi trazida em um caminhão de Bombeiros. Há um ano, o balneário vizinho a Cidreira inaugurou um santuário para a imagem.
A festa reúne público de várias religiões, o que, para o presidente do Conselho Estadual de Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul, Clóvis Alberto do Xangô Agandju, é motivo de orgulho:
— A espiritualidade está acima da religião, trabalhamos para que haja essa troca.




Porto Alegre vive a festa de Nossa Senhora dos Navegantes hoje
Na versão católica da festa, Nossa Senhora dos Navegantes recebe homenagens na Capital na manhã desta quarta-feira. A procissão, que partiu às 8h da Igreja do Rosário, será seguida por missa em frente ao templo de Navegantes, às 10h, presidida pelo arcebispo metropolitano Dom Dadeus Grings. À noite, a imagem da santa será entronizada no Santuário de Navegantes.Acompanhe ao vivo.




Santa é lembrada em outras regiões
Em Porto Mauá, no noroeste gaúcho, mais de 2 mil pessoas participaram da 80ª Festa de Navegantes. A procissão com a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes partiu da capela às 8h30min, após foi realizada uma missa campal às margens do rio Uruguai. A tradicional procissão fluvial também atraiu grande parte dos romeiros. Às 15h será dada a benção da saúde, e às 16h, a imagem será levada de volta à capela. A banda Universo anima a festa à noite, junto com Flávio Dalcin e Banda Ouro.
No Norte, doze cavaleiros amanheceram na estrada para homenagear Nossa Senhora dos Navegantes, em Campinas do Sul. A santa é a padroeira da cidade. O grupo se vestiu à rigor e percorreu mais de 15 quilômetros. A procissão começou na Linha Garrafá, interior do município, e terminou na igreja que leva o nome da santa, no centro da cidade. A homenagem acontece há três anos.
ZERO HORA